Vamos conversar sobre o mega show de São Paulo?

O que é sonho e o que é realidade sobre o possível mega show na Avenida Paulista.

O que é o sonho? Ver um mar de gente na Avenida Paulista, tocando na varanda do Conjunto Nacional pra uma multidão. Lá, nos anos 80, uma banda brasileira fez isso e gravou um vídeo clipe. Desde então, existe o sonho.

E o que é realidade? A avenida é um gigante centro de convivência urbana, de negócios, de ir e vir de centenas de paulistas e paulistanos para seus compromissos diários. E não possui uma praia coladinha para trazer aquele refresco, como é no Rio de Janeiro.

Não sou contrária a essa ideia de ter um evento na Avenida que é um dos cartões postais quando se fala na capital paulista. Mas precisamos conversar sobre o que a distância entre o sonho da prefeitura de São Paulo e a realidade vivida.


Já que o Rio tem, São Paulo quer também?

Desde o final de 2023, quando se anunciou o mega show de Madonna no Rio de Janeiro, na charmosa Praia de Copacabana, o que mais se perguntou era: vai dar certo? Vai lotar? Vai ter segurança? E a prefeitura carioca cumpriu aquilo que podia. Deu tão certo a ponto de trazerem Lady Gaga, no ano seguinte, batendo novamente o recorde de público e de renda vinda do turismo.

Este ano, ainda não foi anunciado o artista, embora um site tenha tentado duas vezes vazar o nome. E se sabe que o público está eufórico pelo conclave pop rock no Rio. Só que a prefeitura de São Paulo, que vira e mexe quer falar que é a capital dos eventos (porém, já está perdendo alguns), agora quer fazer o seu quarto evento anual na avenida.

E isso depende de uma renovação de acordo com o Ministério Público do Estado. Neste momento, o MP vetará o uso da Avenida na sua totalidade, devido às restrições no trânsito poderem impactar o setor hospitalar na avenida e no entorno.

A expectativa é que um novo parecer seja divulgado até o fim de fevereiro sobre a solicitação proposta pela prefeitura. Por enquanto, existem sim limites para a realização de um show na Paulista (até mesmo sobre o público, de 75 mil espectadores, segundo parecer da Sub Prefeitura da Sé).


E agora? Quem vai cantar?

E existem paulistanos que torcem pra que não seja na Avenida Paulista e, sim, num importante parque ou no Anhangabaú ou até mesmo no Pacaembu. Porém, a prefeitura não divulgou uma linha sobre um iminente plano B sobre onde seria esse show.

E sobre as atrações, estas sim, podem envolver a mais nova ação de marketing – a renovação da richa entre paulistanos e cariocas: quem trará o melhor artista pop rock internacional para o mega show? De um lado, provavelmente venha Bieber no Rio – ou vai que surpreendam no anúncio e seja a Shakira (é ano de Copa, afinal). E o outro lado, será a Britney mesmo? Ainda vamos descobrir essas respostas logo.

Enquanto isso acontece, vamos dialogar com uma realidade imponente, sobre essa relação dos shows com o cenário musical do país. Ainda será necessário trazer estes artistas, que têm conexões genuínas com o Brasil (e é um fato), enquanto temos dezenas ou até centenas de artistas que são brasileiros, tem uma vasta comunidade de fãs internacionais que gostariam de estar em Copacabana ou na Paulista?

Quem sabe essa questão seja evoluída e com mais divulgação até nossa sobre elas.

Opa, tudo bem?

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