Fala Milla: Eurovision em crise com desistências, acusações e a sombra da guerra

A retirada da Moldávia, acusações graves na Finlândia, a instabilidade política em Israel, fora o contexto internacional turbulento reflete-se no festival, levantando questionamentos sobre seu futuro.

A retirada da Moldávia, acusações graves na Finlândia, a instabilidade política em Israel, fora o contexto internacional turbulento reflete-se no festival, levantando questionamentos sobre seu futuro.

O anúncio da Moldávia estar prestes a se retirar do Eurovision, infelizmente, era esperado e caiu como um tapa aos fãs do festival. O público esperava pelo anúncio do jovem Bacho como o representante e isso poderá ser feito (ou não), mas representa um sincero cansaço dos países balcãs na competição.

É muito difícil elas competirem num evento como o Eurovision, por razões não apenas orçamentárias, mas pela simpatia dos fãs e pelo fair-play não praticado por vários países. Perder a Moldávia é perder o último país latino da região leste europeia, mas a EBU pode estar mais pensando no retorno financeiro que num retorno cultural.

E a temporada começou a ter seu pico de notícias agora nesta virada de quarta para quinta-feira, com anúncios de mais desclassificações e desistências no caminho para a Basileia. A mais grave, vem da Finlândia: uma acusação séria de pedofilia desclassificou uma banda inteira, que se desfez logo após o anúncio oficial da emissora YLE.

Horas depois, foi a vez da escolha de Israel, que pode sair a qualquer momento do festival assim que a emissora pública for privatizada: uma sobrevivente do 07 de outubro, cujo saldo todos nós conhecemos bem. Desde o fatídico episódio, mais de 45 mil palestinos civis morreram por forças israelenses, e a imprensa local é ameaçada por censuras e privatizações massivas pra uma guerra nada santa.

E nesta quinta-feira que pode celebrar a chegada de “Ainda Estou Aqui” a finalíssima do Oscar, vamos poder ouvir a canção do luso-brasileiro Luca Argel e iniciar nossa torcida pro jovem, assim como fizemos com Leo Middea ano passado. Afinal, ainda estamos aqui na torcida pro milagre brasileiro.

Se por um lado, o Eurovision vai querer usar da “neutralidade” a seu favor, por outro, a série de desistências e desclassificações escancaram as consequências da temporada passada. Fora as notícias e atualidades preocupantes no cenário internacional que vai também respingar no festival.

Opa, tudo bem?

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Uma resposta para “Fala Milla: Eurovision em crise com desistências, acusações e a sombra da guerra”.

  1. […] a Moldávia confirmou a desistência da sua participação no festival Eurovision 2025, uma semana antes do sorteio das semifinais, por falta de recursos e […]

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