Eurovision: Televoto sob investigação

As emissoras (até o momento) já requisitaram a EBU: ou revisam os resultados e mudam o televoto ou “tchau, Eurovision”.

A EBU até tentou defender, considerando o método de votação de sua festa como um dos melhores do mundo, mas já é tarde: as emissoras exigiram a auditoria. O diretor musical do festival, Martin Green, soltou a nota e já anunciou que irá se reunir com as emissoras para o feedback e preparar a edição de número 70, em 2026 na Áustria.

A nota não convenceu nenhum dos diretores das emissoras públicas que solicitaram esta revisão. A acusação é séria: a campanha massiva feita por Israel, com anúncios no YouTube, deu resultado mais uma vez. E o padrão do televoto está, de fato, irregular.

Espanha e Portugal, por exemplo, costumavam distribuir pontos de seus televotos entre si. Este ano, ambas deram 12 pontos à Israel no televoto, sem os pontuar no júri. O mais estranho é que apenas a espanhola Melody recebeu seis pontos dos televotos dos vizinhos.

Malta também fez campanhas de publicidades para a canção de Miriana Conte, segundo a reportagem da VRT, mas que não surtiu efeito algum no televoto. Pelo contrário, foi uma das últimas colocadas.

As emissoras (até o momento) já requisitaram a EBU: ou revisam os resultados e mudam o televoto ou “tchau, Eurovision”. São elas: RTVE (Espanha), RUV (Islândia), YLE (Finlândia), RTBF e VRT (Bélgica), RTVSLO (Eslovênia), RTE (Irlanda).

Ainda se espera as reações das emissoras da Suécia (SVT) e dos Países Baixos (AvroTros), a anfitriã e a desclassificada do ano anterior – o que não irá tardar. Segundo bastidores internos, confirmados ao podcast EuroTrip, apesar da nota de Martin, a investigação desde as campanhas até o votos deve ser levada em conta.



A emissora holandesa NOS informou que está em contato com a AvroTros. Na avaliação de seu repórter, a EBU não está disposta a perder Espanha de sua cadeia de membros.

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