Nos últimos anos, soubemos da existência de aplicativos gerados por uma tecnologia chamada Inteligência Artificial. A tecnologia é mais antiga que se parece, mas os aplicativos que geravam textos foram além: estão criando imagens, músicas, vídeos e sons. A pergunta é: a combinação desta Inteligência Artificial com o mundo artístico é uma combinação perigosa?
Até poucas semanas atrás, era nítido diferenciar um conteúdo gerado por uma pessoa humana de um genérico feito por prompts de comando (que são as ações de um aplicativo que a gente usa). Hoje, nem tanto. Um exemplo veio aqui de casa: minha família recebeu um link relacionado do YouTube de uma banda feita por IA (que não é a mesma da matéria no link abaixo). O debate foi: como desvendamos um conteúdo?

… O gerador ainda não está no ponto de buscar chegar a um nível de realismo e de autenticidade humana – e talvez nem chegue.
Camila Leite
A resposta: o calor da criação humana, vista nos vídeos mais bobinhos que há no YouTube, comparado a frieza e os movimentos batidos feito pelo prompt. Aí mostra que o gerador ainda não está no ponto de buscar chegar a um nível de realismo e de autenticidade humana – e talvez nem chegue.
E o debate vai além: os mesmos geradores que existem utilizam bancos de textos, imagens e sons que não tinham sequer uma regulamentação para este uso – o que caracteriza uma situação dúbia (como acontece com toda tecnologia não regulamentada).
Os exemplos da geração de imagens para uma Festa Junina em uma cidade do Pará e a da banda gerada por Inteligência Artificial ter São Paulo como a sua “base de fãs” no Spotify, deixou qualquer estudioso, curioso, cético e até o mais fobico da tecnologia intrigados. Aliás, o próprio CEO do Spotify também está envolvido com o uso da IA, só que para fins nocivos (o armamento por drones).
Há colegas aqui da web, com muito medo da IA, mas que possam ter esquecido de outra questão: a potencial transformação do modelo de trabalho e de hobbies. Lembro que faz alguns bons anos que surgiu o site que era considerado o termômetro do apocalipse do trabalho. Fato é que existe e está em processo toda essa transformação e que, num futuro não distante, exista o debate da regularização dessas transformações todas.
Opa, tudo bem?
É, a gente admite que esse tema é polêmico e rende debate, mas que tal assinar o urbanna e poder conferir nossos próximos conteúdos?

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