A próxima edição do Festival Eurovision ainda não possui a quantidade de países confirmados, o desfecho tão aguardado sobre o Caso Israel, mas já tem as primeiras certezas. A cidade sede, pela primeira vez desde Lisboa (2018), será numa capital: é Viena.
Para a alegria de JJ, vencedor da temporada atual com “Wasted Love“, a capital austríaca celebrará mais um jubileu da festa, entre 10 e 16 de maio. Apesar da atualização da marca ser muito mal recebida nas redes, os austríacos prometem realizar um esplêndido jubileu, tal como foi na época a qual Conchita Wurst venceu em 2014. Detalhe: os toques indiretos já existem e são do lado de quem está de fora.
Festival já ganhou tom político indireto
Apesar do clima de festa, o festival Intervision – realizado pela televisão russa – foi ressurgido. A festa russa será em setembro e já conta com a delegação estadunidense pela primeira vez. O anúncio é inusitado, mas esperável: os governos dos EUA e Rússia não são tão bem vistos por boa parte dos europeus. O espectador do próprio festival já deixa assegurar uma coisa nas redes: haverá resposta no televoto (de novo).
Outro anúncio inusitado, mas não surpreendente, é da participação da delegação brasileira, que estreia no evento com uma canção de Axé. Mas isso comentaremos no próximo post.
Tratado por Moscou como a “alternativa familiar” ao Eurovision, de onde eles foram “convidados a se retirar” em 2022, o renascer deste festival acendeu o debate em como será a resposta nos palcos da festa da EBU. Sérvia é um dos poucos países que estará presente nas duas ocasiões. A Ucrânia, protesta.
E Israel está lá, apesar das declarações de Martin Green (supervisor interino) clarificarem que tudo está sendo monitorado sobre Gaza. A própria EBU, no mês anterior, publicou no LinkedIn um manifesto reforçando “a coragem e o sacrifício dos jornalistas de Gaza”, clamando pelo livre exercício dos profissionais.
A imprensa hebraica admite que as sanções poderão vir desta vez, apesar da decisão final sobre o time de Tel Aviv sair em dezembro. Também era esperado uma mudança de patrocinador, mas a marca de cosméticos Morrocanoil ainda segue (com detalhes ocultos ao público).
Das Olimpíadas de Inverno ao Todo Mundo no Rio: calendário apertado
Apesar de este primeiro de setembro marcar o início das inscrições musicais, a realização do festival e das finais nacionais serão minuciosamente realizadas, tendo em conta o calendário apertado. Por exemplo, as Olimpíadas de Inverno, em Milão, já impactaram na data da escolha italiana. A final da Liga dos Campeões da UEFA será em 30 de maio, com as semis nas vésperas do Dia das Mães.
E o Todo Mundo no Rio, que ainda irá anunciar sua atração, pode não acontecer em 02 de maio (primeiro sabado do mês). O show poderá ser novamente com uma diva pop, que atrairá multidões até maiores que o próprio Eurovision. Se os organizadores escolherem por 16 de maio, os fãs terão “a escolha difícil” de tentarem um lugar em Viena ou sentir o calor humano de Copacabana.
Cobertura do urb está confirmada
A cobertura do show, pelo urb, vai acontecer! Camila L. Oliveira, Dan Barion e um time de fãs que amam analisar e cobrir com propriedade o Eurovision e os festivais nacionais estarão reunidos novamente. Os detalhes e as parcerias serão anunciadas em dezembro.
