A EBU convocou todos os membros da sua rede para sua assembleia geral. Ela seria antecipada para o começo de novembro, mas voltou à data original de 4 e 5 de dezembro.
Isso ocorre após os desdobramentos do chamado super boicote, encabeçado pela Espanha, Eslovênia, Países Baixos, Irlanda e Islândia (países que publicamente se manifestaram) e, também, por parte do conselho da emissora da Itália.
A convocação inclui países que não participam do festival e que também têm peso, pois fazem parte da rede desde a fundação, em 1950. É o caso do Egito, do Líbano e da Tunísia.
Simbólico e refundador
Enquanto alguns países argumentaram que o festival precisa ser “apolítico” (Suécia e Dinamarca), os países que publicamente se manifestaram deixaram claras as condições de participação: a arte precisa se alinhar aos direitos humanos e não a uma falsa neutralidade.
Opinião esta que está alinhada com a manifestação de diversos artistas, que ganhou corpo e uma figura líder no ramo dos ex-eurovision: Salvador Sobral.
Enquanto isso, os países e as emissoras ganham tempo, mas também a pressão. Os especialistas da ONU deram a sugestão para a UEFA e a FIFA sancionar contra a federação israelense de futebol, o que sugere que o desdobramento do Caso Israel termine como foi com a antiga Iugoslávia (1992).
Na época, a guerra civil na região se desdobrou em sanções da ONU para o país que se fragmentou e foi extinta. A região compõe hoje as nações balcãs (Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina, Servia, Macedônia do Norte e Montenegro).
Apesar do cessar fogo anunciado e a libertação de reféns dos dois lados da fronteira, as pressões ainda são altas, os riscos também e nada pode ser subestimado.

Uma resposta para “Eurovision 2026 já tem a sua primeira decisão em dezembro”.
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