Caramelo surpreende ao trazer cotidiano em forma de fábula

Filme vai muito além de uma simples comédia dramática sobre um cachorro que “ganha” a voz.

O filme Caramelo (2025), da Netflix, vai muito além de uma simples comédia dramática sobre um cachorro que “ganha” a voz. Através da jornada do doguinho Caramelo (Amendoim), que surge em cena abandonado, buscando sobreviver, até encontrar o cozinheiro Pedro (Rafa Vitti).

Neste encontro, o personagem interpretado por Vitti busca se enaltecer no trabalho, mas o custo para isso é caro e atenção ao spoiler (com dados). O longa-metragem tece uma crítica afiada à sociedade contemporânea, onde o ritmo acelerado e as pressões do mundo profissional engendram uma epidemia silenciosa, vivida por Pedro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a síndrome do Burnout se caracteriza como um “motor” que leva ao abandono da própria saúde mental. Esta triste realidade, somada com as estatísticas de sobrevida de cães abandonados, serve como um golpe de realidade, transformando a fábula em um potente comentário social sobre as consequências de vivermos vidas desconectadas do que realmente importa.

Graças ao encontro, entre Pedro e Caramelo, as vidas de ambos se transformam através dessa conexão daquilo que realmente importa nas nossas vidas e no cotidiano. O desaceleramento de Pedro, que ocorre num momento abrupto do filme, faz com que aquele cozinheiro aspirante a Chef precise encontrar novos meios e novos desafios.

Caramelo surpreende por não ser apenas uma fábula, ou um conto. Ela reflete sobre os nossos tempos e sobre um mascote adotado, aclamado, pela internet brasileira, mas que na sua realidade nem todo Caramelo é adotado ou resgatado. Caramelo é como conhecíamos como o cachorro de rua, que segundo dados desta pesquisa, vive cerca de 2 a 3 anos contra 12, quando adotado.

Opa, tudo bem?

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