Uma imagem vem dando o que falar deste a manhã desta segunda-feira (10). Poucas semanas antes da reunião que irá decidir o sim ou não para o país hebreu, uma foto de uma reunião entre as direções da ORF e KAN, e a presidência de Israel colocou um dedo exposto na ferida que não se cura, nem cicatriza.
As emissoras austríaca, alemã e suíça fizeram uma força tarefa pra manutenção do país no festival Eurovision. Na tentativa de conter os danos, conseguiram trazer de volta Romênia, Moldávia e Bulgária – que não tinham condições de financiar aos preços então vigentes para a edição.
Mas a tentativa pode estar em vão, uma vez que a Islândia anunciou a extensão do prazo para o Söngvakeppnin. Outra coisa que é percebida, pelas redes sociais, é a revolta dos fãs sobre a falta de cumprimento das regras e de compliance entre o Eurovision e os direitos humanos. Também passou a ser sugerido de Watergate do Eurovision o episódio.
E como ficará a edição de Viena? E o que as emissoras farão?
O termômetro aponta a debandada de mais países. É o caso de Espanha, então Big Five. Ela poderá realizar a edição inicial do Hispavision, colocando o prego no caixão do projeto latino americano do Eurovision. Com a confirmação de Martin Green de que não haveria qualquer edição do festival que não sejam as oficiais, todas as conversas feitas juntas ao Chile voltaram pra estaca zero!
Também estão para sair, em ordem alfabética: Bélgica, Eslovênia, Finlândia, Irlanda, Noruega, Países Baixos e Portugal. Esta última confirmou apenas a realização do Festival da Canção. Geórgia e Armênia estão ainda no status de pendentes, segundo o site Eurovision World.
Repórteres Sem Fronteiras denunciam Israel pela lei que coloca Kan em maus lençóis com EBU
O grupo RSF, informou em seu site que na noite de 3 de novembro, o projeto de lei de radiodifusão de mídia israelense foi adotado após sua primeira leitura, como parte de um pacto de votação com deputados ultraortodoxos.
Esse projeto coloca o chamado fim da independência editorial da emissora israelense Kan – o que faz com que a participação da emissora seja protestada por mais uma razão. Razão esta a qual Rússia foi convidada a se retirar em 2022: a falta da independência editorial, acompanhada de anos de batalhas musicais e verbais com Ucrânia.
Não é a primeira vez que acontece isso nas terras hebraicas e até a EBU se manifestou diversas vezes contra tentativas de remover a independência editorial em qualquer um de seus países membros, mas pode ser a grande derrotada desta vez.
