Manifestação Política nos Shows: Festival de Lukas Podolski retirou Alphaville por serem “políticos demais”
Imagina você ser artista e não poder se manifestar, quer seja sobre qualquer assunto, porque pode custar a sua participação em um festival para milhares de pessoas poderem apreciar seu som? Já era realidade no Eurovision, a ponto de até vencedores realizarem manifestação conjunta para um princípio a qual os europeus se orgulham: a da democracia de expressão.
Agora, um festival criado por Lukas Podolski (aquele ex-jogador que estava no fatídico 7×1), o Glücksgefühle, retirou o convite a uma das bandas mais populares da Alemanha e fora dela: Alphaville.
A banda, liderada por Marian Gold, se manifestou nas redes sociais nesta manhã de quarta-feira (02) ao serem desconvidados do festival, causando o maior rebuliço.
“…não toleramos quaisquer temas ou declarações políticas de qualquer tipo em nosso palco.”
Mensagem encaminhada da organização a banda
A banda, autora de hits como “Forever Young” e “Big In Japan” é engajada politicamente nas redes, e o desconvite irritou o público. No anúncio dos artistas que foram convidados a se apresentar, boa parte deles com posicionamento político até ultra conservador, muita indignação nos comentários.
“Eu teria interesse em ver o Alphaville. Mas vocês cancelaram em cima da hora porque eles são muito políticos para vocês. Inacreditável.”
Comentário de fã
Gold comparou o desconvite a uma “ordem de silêncio – que conhecemos bem das ditaduras” e disparou mais:
“Que tal restrição à liberdade de opinião, expressão e expressão artística pareça ter chegado a um dos maiores festivais de música pop da Alemanha é considerado absolutamente inaceitável e revoltante. O Alphaville ainda considera a liberdade de expressão, a tolerância e a democracia valores fundamentais que devem ser defendidos por todos os meios legais, inclusive e principalmente pelos artistas. Reconhecemos o cancelamento do convite por parte da organização. Este ato hostil e completamente desnecessário diz muito sobre a compreensão de democracia e de mundo daqueles que são responsáveis pelo Festival Glücksgefühle. No que diz respeito ao Alphaville, permanecemos comprometidos com a luta pela liberdade, tolerância e democracia em nosso país, especialmente nestes tempos em que tanto está em jogo. Paz!”
Marian Gold
A banda alemã, que conta com mais de 40 anos de estrada, também já expressou seu veto ao uso de suas canções por Donald Trump e sua vertente.
E você, vai a pergunta nossa: Alphaville merece ir ao Rock in Rio e The Town depois desse fora censurador? Comenta aqui conosco.
